Jaz em mim um fosso,
Outrora lá habitava eu,
Sem brilho, luz ou sorriso,
Onde um coração padeceu.
Calcado, pisado, esmurrado,
Sentindo-se partido,
Assim ficou meu coração,
Depois do sucedido.
Jamais poderia pensar,
Que quem cura magoa,
Que já não está preenchido,
E que agora solidão entoa.
Afinal meu amor foi em vão,
Pois não devia dar por dois,
Só espero que ele não se esgote,
Alguém há-de o querer depois.
Amar a pessoa errada,
Não é erro nem desperdício,
Simplesmente se deu mal,
Só temos de voltar ao início.
Há sempre lugar para um novo amor,
Há que ansiar que seja a pessoa certa,
Não há que desesperar por alguém,
Há sempre uma porta aberta.
Afinal hoje falo por experiência própria,
Pois eu me sinto verdadeiramente amado,
Apesar de tudo antes ter falhado,
Voltar a tentar não é nenhum pecado.
Pois tudo se resume a isto,
Um sentimento muito complicado,
Não se pode esperar que tudo caía do céu,
Quando for demasiado bom deve-se estar desconfiado.
Se o queremos como deve ser,
Então temos de lutar,
Um sentimento profundo,
Temos de amar o amar.
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