Muito difícil de saltar,
Quanto mais eu tento,
Mais a tua altura começa a aumentar.
És uma folha vazia,
A gozar com a minha inteligência,
Depois vais-me humilhando,
Odeio esta impotência.
És como um Deus imponente,
Que tira tudo o que dá,
Uns dias escrevo as mais lindas constelações,
Mas já não sobras para o amanhã.
És o Sol ás sete da tarde,
Como és a lua à mesma hora e local,
Uns dias és algo complicado,
Noutros és algo banal.
És a minha cabeça a contrariar o coração,
Assim ambos não conseguem pensar,
Acabam por desistir do esforço,
O mecanismo acabam por desligar.
De repente és a luz,
Que ilumina o mecanismo,
Que mistura a minha humanidade,
Com tanto animalismo.
És rara como um diamante,
Que depois de adquirir dura uma eternidade,
És como o primeiro amor,
Depois de o descobrires lembras até depois da terceira idade.
Mas esta história dura o mesmo que dura este poema,
É apenas uma curta canção,
Que ouço várias vezes na minha vida,
Que repito com toda a emoção.
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