segunda-feira, 12 de março de 2012

"Que tédio!"

O barulho duma caneta,
Um mexer no cabelo,
Mas algo de grande acontecer,
É algo que não consigo vê-lo.

Sinto-me sozinho,
A depressão está perto,
Apetece-me fugir,
Mas ainda é algo incerto.

Quero conhecer o mundo,
Mas não tenho vontade de sair,
Prefiro ficar no sofá,
Já nem consigo sorrir.

Aqui morro de tédio,
Estou sem nada para fazer,
Talvez só por um segundo,
Consigo o futuro prever.

Vejo-me aqui sentado,
É assim que imagino o futuro,
Preso neste buraco,
Não consigo saltar o muro.

Tu és o meu obstáculo,
Matas-me o coração,
Porque te pões no meu caminho?
Não te quero solidão.

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